sábado, 20 de dezembro de 2008

ALGUNS DOS FAMOSOS ILUSTRADORES DE LIVROS

É impossível enumerar todos os artistas que embelezaram o livro impresso durante seus 500 anos de existência; citarei apenas cinco nomes mais representativos:

Dürer.

Albrecht Dürer (1471-1528), alemão, foi pintor, gravador, xilógrafo e autor de grande número de gravuras, que se distinguem por sua beleza e perfeita execução. É o artista mais famoso do Renascimento alemão, também conhecido por seus escritos teóricos sobre arte, que exerceram uma profunda influência nos artistas do século XVI de seu próprio país e dos Países Baixos.


Holbein
Este sobrenome foi engrandecidon por dois artistas alemães, pai e filho, ambos chamados Hans (1465/1524 e 1497/1543, respectivamente) e, os dois, pintores e ilustradores de livros. Holbein filho realizou inúmeras gravuras em madeira, destacando-se as que figuram na famosa série denominada "A dança da morte" (ou A dança macabra) (1538) e umas primorosas ilustrações para a Bíblia de Lutero.
Cranach

Lucas Cranach (1472/1553) foi um gravador alemão, amigo dos reformadores protestantes, que ilustrou obras referentes a esse movimento. Contribuiu também com seu gênio, para a arte das cercaduras xilográficas introduzidas por Ratdolt, na primeira metade do século XVI. Assinava seus trabalhos com a imagem de um dragão de cauda em forma de seta, pois seu sobrenome tinha esse significado.
Blake

O poeta inglês William Blake (1757/1827) realizou, em colaboração com sua mulher, belas ilustrações, não só para seus próprios livros, mas ainda para os de outros escritores. Desenhava e gravava cada página de texto e ilustrações como uma unidade, tal qual o fizeram os xilógrafos do século XV e, depois coloria, a mão, todas as ilustrações.

Doré
O ilustrador e gravador francês Paul Gustave Doré (1833/83) ilustrou mais de cem obras-primas da literatura universal. Dentre estas, destacam-se:é mundialmente famoso por suas ilustrações da Bíblia, Dom Quixote, O Paraíso Perdido, A Divina Comédia, as obras de Rabelais e de Balzac, além das Fábulas de La Fontaine. Empregou, em sua oficina, grande número de colaboradores e desenhistas que trabalhavam sob sua direção. Suas ilustrações eram de concepção grandiosa e mantinham-se em perfeita harmonia com as obras. Gustave Doré foi um marco na arte da ilustração, influenciando os ilustradores que o sucederam.

FONTES
do texto
Litton
GRAVURA

OFF-SET






Esse método de impressão muito se assemelha à litografia, foi imaginado e desenvolvido, em 1904, pelo norte-americano Ira Washington Rubel.
É um processo planográfico cuja essência consiste em repulsão entre água e gordura (tinta gordurosa). O nome off-set - fora do lugar - vem do fato da impressão ser indireta, ou seja, a tinta passa por um cilindro intermediário, antes de atingir a superfície. Este método tornou-se principal na impressão de grandes tiragens (a partir de 1.000); para menores volumes, porém, sua utilização não compensa, já que o custo inicial da produção torna-a proibitiva.

FONTES:
do texto:
LITTON
das imagens:
GRAVURA ARTESANAL

CROMOLITOGRAFIA

Constituiu o passo seguinte no desenvolvimento da litografia; trata-se da obtenção da impressão em cores. Processo litográfico de reprodução em cores por meio de impressões sucessivas.

Three Little Pigs [Os três porquinhos] Nova York: Paphael Tuck & Sons Co., (Father Tuck's Nurseryland Series), c.1890."Um exemplo de capa em cromolitografia, impressa principalmente na Alemanha e popular na Inglaterra e nos Estados Unidos na década de 1890. Desencadearam um movimento no sentido de ilustrarem livros para crianças de maneira genuinamente mais artística".

=> Imagem incluída no livro Era uma vez uma capa, de Alan Powers, publicado pela editora Cosac Naify, - a primeira história ilustrada da literatura infantil lançada no Brasil - percorre cerca de duzentos de História para, por meio das capas, revelar o que se escrevia para crianças ao longo dos períodos, a evolução dos desenhos, técnicas e materiais utilizados, os meandros do mercado editorial e os nomes de editores e ilustradores responsáveis por mudanças de panoramas e de fixação de padrões dentro da literatura.

FONTES:

do texto:
MARTINS, W. A palavra escrita.
Aulete - dicionário digital.

da imagem:
http://www.cosacnaify.com.br/infanto/autor/img/alan_ilustra1.jpg
GRAVURA ARTESANAL

LITOGRAVURA

A palavra litografia vem dos vocábulos gregos lithos, pedra, e graphein, escrever, gravar.
Trata-se de reprodução impressa do desenho traçado com um corpo gorduroso (lápis gorduroso) sobre uma pedra calcaria. A base dessa técnica é o princípio da repulsão entre água e óleo. Ao contrário das outras técnicas da gravura, a litografia é planográfica, ou seja, o desenho é feito através do acúmulo de gordurasobre a superfície da matriz, e não através de fendas e sulcos na matriz, como na xilogravurae na gravura em metal. Seu primeiro nome foi poliautografia, significando a produção de múltiplas cópias de manuscritos e desenhos originais.

Essa técnica foi inventada por Alois Senefelder (1771/1834) - um jovem ator e escritor de teatro alemão - por volta de 1796, quando buscava um meio de impressão para seus textos e partituras e se deparava com o desinteresse dos editores. Acabou inventando um processo químico novo, mais econômico e menos demorado que todos os outros meios conhecidos na época.

Nos inícios do século XIX, esse processo se espalhou por todos os países da Europa ocidental, transformando-se numa das técnicas de maior emprego em tipografia, sendo usada extensivamente nos primórdios da imprensamoderna no século XIX para impressão de toda sorte de documentos, rótulos, cartazes, mapas, jornais, dentre outros, além de possibilitar uma nova técnica expressiva para os artistas. Pode ser impressa em plástico, madeira, tecido e papel. Sabe-se que o primeiro pintor que se utilizou com sucesso da técnica de litografia foi Goya, em sua série Touradas de 1825. Este expediente artístico atingiu seu apogeu nas últimas décadas do século XIX, quando diversos autores franceses como Renoir, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Bonnard, dentre outros, promoveram uma renovação da litografia a cores.

FONTES:
do texto:
MARTINS, W. A palavra escrita.
LITTON.
das imagens:

terça-feira, 1 de julho de 2008

A GRAVURA ARTESANAL:

II - GRAVURA METÁLICA

A gravura em Metal é uma das mais antigas técnicas de gravura. Existem obras nesta técnica datadas de 1500, produzidas por vários gênios da Renascença, como o alemão Albrecht Dürer, por exemplo.

Estava no princípio ligada ao trabalho de ourivesaria, como obra de entalhe e desse modo voltada à ornamentação. O desenvolvimento de processos gráficos a partir do século XV, impulsionado por novas necessidades na realização de imagens impressas e na procura de técnicas que permitissem um trabalho gráfico da imagem impressa de alta qualidade e resistência às grandes tiragens e edições, encontrou no meio ligado à ourivesaria o ambiente necessário para o emprego de matrizes de metal e para o aparecimento das técnicas da gravura em metal. A gravura em encavo, assim denominada como oposição à gravura em relevo, deposita a tinta nos sulcos realizados pela gravação.

A maneira mais direta de fazer uma gravura em metal é com ferramentas, como a ponta seca - um instrumento de metal semelhante a uma grande agulha que serve de "caneta ou lápis". A ponta seca risca a chapa, que tem a superfície polida, e esses traços formam sulcos, micro concavidades, de modo a reterem a tinta, que será transferida por meio de uma grande pressão, ao passar por uma prensa de cilindro conhecida como prensa calcográfica, e imprimindo assim, a imagem no papel.

Nos meios indiretos, água-forte e água-tinta , os produtos químicos, conhecidos por mordentes (ácido nítrico , percloreto de ferro etc.) atacam as áreas da matriz que não foram isoladas com verniz, criando assim outro tipo de concavidades, e consequentemente, efeitos visuais. Desta forma o artista obtém gradações de tom e uma infinidade de texturas visuais. Consegue-se assim uma gama de tons que vai do mais claro, até o mais profundo escuro. Estes procedimentos ainda podem ser usados em conjunto.

FONTE:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gravura_em_metal

A GRAVURA ARTESANAL:

I - XILOGRAVURA

É uma técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução de imagens e textos sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo inversamente parecido com um carimbo já que o papel é prensado com as mãos sobre a matriz.
<== Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: ele esboça a gravura. Segundo: ele usa um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta

A técnica exige que se entalhe na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Entre as suas variações do suporte pode-se gravar em linóleo (linoleogravura) ou qualquer outra superfície plana. Além de variações dentro da técnica, como a xilogravura de topo.

A xilogravura é de provável origem chinesa, sendo conhecida desde o século VIII. Teve grande desenvolvimento na Europa, a partir do século XV, principalmente na Itália, na França e na Alemanha. No final do século XVII Juliana Gularte teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa caseira de imagens pictóricas.

Atualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato do Nordeste do país.

Xilogravura popular brasileira


A xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesa transplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Quase todos os xilogravadores populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm do cordel.

FONTES DAS IMAGENS:
http://www.galeriadegravura.com.br/idiomaingles/produtos_descricao.asp?lang=en_US&codigo_produto=384
GRAVURAS

Podem-se dividir as gravuras em dois grandes grupos:

1) as gravuras em relevo;

2) as gravuras escavadas.


As primeiras recebem a tinta de impressão nas partes salientes e são estas que deixam na superfície impressa o seu sinal: um exemplo simples e elementar desse tipo de gravura são os próprios caracteres tipográficos.


No segundo caso, a gravura recebe a tinta de impressão apenas nos lugares escavados, onde se deposita; são eles, por conseqüência, que determinam os lugares impressos, aparecendo em branco o resto do clichê. De uma maneira geral, pode-se dizer que a gravura em madeira é sempre em relevo, e a de metal sempre escavada, mas as diversas técnicas particulares podem ser exceção a esta regra geral.

Também é possível diferenciar as gravuras pelos seus meios de obtenção: nesse caso haveria, igualmente, dois grandes grupos. O primeiro seria constituído pelas gravurass que poderíamos chamar de "artesanais", isto é, feitas à mão em madeira, em metal e em pedra, por um artistaa ou técnico que não se valha de instrumentos auxiliares; o segundo é a gravura obtida por meios mecânicos.

Nos dias de hoje, a imprensa emprega quase exclusivamente a gravura mecânica; a artesanal tem aplicação praticamente reservada às obras de grande luxo, de tiragens limitadas e nas quais se dá à gravura um valor em si mesma, independente do texto.

FONTE DO TEXTO:

MARTINS, W. A palavra escrita.

FONTES DAS IMAGENS:
caracteres tipográficos:
gravura escavada: