quinta-feira, 28 de junho de 2007

O LIVRO DE HORAS DO DUQUE DE BERRY

Os quadros apresentados a seguir fazem parte do Calendário das Riquíssimas Horas. Pintado entre 1412 e 1416, constitui a mais bela parte do manuscrito e, certamente, um dos mais belos tesouros da França. Esse livro de horas, hoje conservado no Musée Condé, em Chantilly (França). Cada quadro representa um mês do ano.

MÊS DE JANEIRO

O mês dos presentes de Ano Novo. Em certas famílias, não se celebrava o Natal — dava-se a cada ano um presente, chamado étrennes. Esta palavra remonta a um costume romano segundo o qual o patrão oferecia um subsídio anual a seus clientes. (do latim strena, em português resultou estréia.)

MÊS DE FEVEREIRO

O inverno numa aldeia de camponeses. Vemos os habitantes se aquecendo junto ao fogo, enquanto no segundo plano a vida cotidiana — corte da madeira, conduzir os animais à feira — segue seu curso.
MÊS DE MARÇO
Primeiros trabalhos agrícolas do ano, semeadura, lavra e outros. O castelo que se avista ao fundo é o de Lusignan, um dos preferidos do duque.
FONTE DAS IMAGENS:

domingo, 24 de junho de 2007

LIVRO DAS HORAS

O Livro das Horas é um tipo de manuscrito iluminado comum à Idade Média. Cada Livro das Horas contém uma coleção de textos, orações e salmos, acompanhado de ilustrações apropriadas, para fazer referência a devoção cristã.
Em sua forma original o Livro das Horas servia como conteúdo de leitura litúrgica para determinados horários do dia. Os Livros das Horas estão entre os manuscritos mais belos e ricamente ilustrados da Idade Média.
OS LIVROS DE HORAS DO DUQUE DE BERRY
O mais conhecido e o mais belo entre os Livros de Horas, foi executado, por encomenda do duque, pelos irmãos Limbourg. O duque e os artistas, porém, morreram antes do término da obra, cujas miniaturas exibem, num colorido luminoso, admiráveis representações da vida cotidiana.
Dentre as originalidades da obra, os especialistas apontam a prioridade dada às paisagens, tratadas com um realismo extremo. Pela primeira vez, a paisagem é vista como um motivo independente: as cenas se desenvolvem sob um céu anilado, em contraste com uma arquitetura perfeitamente delineada. É a descoberta do céu como elemento expressivo e, ao mesmo tempo, a descoberta da superfície da Terra como palco onde se desenrolam cenas da vida cotidiana.
Conhecido como O Príncipe dos Bibliófilos, João de França, Duque de Berry (1340-1416), filho, irmão e tio de reis de França, não deixou boa lembrança como político e governante. Mas era um profundo apreciador das artes, e possuía imensa fortuna. Colecionador apaixonado de obras artísticas (colecionava castelos, rubis, avestruzes...) reservava o melhor de seu entusiasmo para os Livros, principalmente os iluminados, que comprava ou mandava copiar e ornar, ele mesmo orientando todas as fases do trabalho, já que dominava os segredos do ofício e era homem de gosto apurado. Reunindo a seu redor os artistas mais famosos da época, conseguiu formar a mais luzidia coleção particular de manuscritos de todos os tempos, que incluía nada menos que 15 Livros de Horas, 14 Bíblias, 16 saltérios, 18 breviários e 6 missais.
Os Iluminadores
Desde o século XII, começaram a instalar-se nas principais cidades européias vários ateliês laicos de iluminura, formados por profissionais que paulatinamente foram arrebatando às comunidades religiosas a edição de manuscritos — pondo fim ao secular monopólio eclesiástico.
As riquíssimas Horas foram pintadas pelos três irmãos Limbourg — Paul, Hermann e Jean, artistas flamengos contratados pelo duque de Berry por volta de 1405. Os Limbourg utilizaram uma grande variedade de cores obtidas através de minerais, plantas ou produtos químicos, misturados com goma arábica para ligar a tinta. Entre as cores incomuns que utilizaram estão o verde íris, obtido esmagando-se flores e massicote (óxido de chumbo), o azul ultramarino, feito de lapis-lazuli orientais triturados. Esta cor era usada para representar os azuis brilhantes. Era, evidentemente, de um valor inestimável! Os detalhes extremamente precisos são característicos do estilo dos Limbourg, que exigia lupas e pincéis finíssimos.
Os quadros apresentados a seguir fazem parte do Calendário das Riquíssimas Horas. Pintado entre 1412 e 1416, constitui a mais bela parte do manuscrito e, certamente, um dos grandes tesouros da França.
FONTES DO TEXTO E DAS IMAGENS:

I L U M I N U R A S

Uma iluminura era um tipo de desenho decorativo, frequentemente empreendido nas letras capitulares que iniciam capítulos em determinados livros, especialmente os produzidos nos conventos e abadias medievais. Foi considerada um ofício bastante importante no contexto da arte medieval, constando de grande parte dos livros produzidos durante a Idade Média.

Um manuscrito iluminado seria estritamente aquele decorado com ouro ou prata, mas estudiosos modernos usam o termo "iluminura" para qualquer decoração em um texto escrito.
A arte dos bárbaros que conquistaram o Ocidente era portátil, baseada em objetos pequenos. Após a conversão para o Cristianismo, essa arte decorativa se traduziu nas iluminuras.

Iluminura é a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada, ou então é um privilégio da quase mítica China). O desenvolvimento de tal genero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica, os manuscritos também eram encomendados por particulares, aristocratas e burgueses. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis.

Durante o século XII e até o século XV, a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. Ao realizar essa tarefa, deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto..

Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava, pois destinava-se aos poucos possuidores das obras copiadas, a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena, que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores.

FONTE:







MANUSCRITOS E CÓDICES

Antes da invenção da imprensa, todo material era copiado à mão. Vejamos, agora, a etimologia dos termos relacionados a esta atividade.

A palavra manuscrito vem do latim manus, mão e scriptus, escrito. O manuscrito é um papel ou livro escrito a mão, particularmente se tem algum valor, por sua antiguidade ou por se referir ou conter anotações do próprio punho e letra de algum escritor ou personagem célebre.

A palavra latina codex (plural, códice) quer dizer "cepo, tronco com raízes", significado que confirma a origem vegetal dos materiais empregados para escrever. Dá-se esse nome a um conjunto de folhas escritas a mão, em manuscritos geralmente de forma retangular, de papiro ou de pergaminho. A expressão códice manu scripti explica-se por uma tradução literal, isto é, livros escritos a mão.

Forma:

No século IV da era comum, o manuscrito tinha forma quadrada (em latim, liber cuadratus), por porvir, segundo se crê, das tábuas enceradas dos gregos e romanos. O manuscrito quadrado tinha somente três ou quatro colunas por página. Mais tarde, apareceu a forma aumentada de fólio em que, geralmente, era o texto dividido em duas colunas. As páginas não tinham numeração e o códice não apresentava folha de rosto; marcava o início do texto a palavra latina Incipit ("começa") ou fórmula semelhante.


Temas:
Os manuscritos eram, predominantemente, de cárater religioso (bíblias, missais, livros de orações, sermões e outros escritos teológicos).

Entre os livros profanos, figuravam tratados de legislações, medicina, história natural e astrologia, além das obras clássicas dos grandes autores gregos e romanos.

Só mais tarde apareceram obras de cárater popular, como crônicas e romances.

Idiomas: A maioria dos manuscritos era escrito em latim. Depois da queda de Roma, começaram a aparecer cópias em línguas vernáculas de diferentes línguas.

FONTES:

DO TEXTO:

GASTON, L. O livro e sua história. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1975.

DAS IMAGENS:

http://redescolar.ilce.edu.mx/redescolar/act_permanentes/faro/tres%20anillos%20tres%20religiones/sesion5.htm


OS MANUSCRITOS


Às plaquetas de argila e aos rolos de papiro da antiguidade, sucederam-se os livros manuscritos, que, por mais de um milênio, foram o principal veículo de transmissão de idéias.

Os manuscritos constituem um elo essencial, na cadeia da comunicação escrita. O homem o criou, através da experiência, em sua perpétua busca por uma forma de expressão permanente, para assegurar a imortalidade às suas melhores inspirações.

Os livros foram copiados laboriosamente a mão, primeiro pelso escravos cultos e pelos amanuenses, a soldo de cidadãos apaixonados pelas letras, durante a antiguidade e, mais tarde, pelos monges dos mosteiros da Europa, ao longo da Idade Média.

Depois da queda de Roma, quase todos os livros eram copiados, ilustrados e encadernados nos mosteiros, que tinham a seu cargo esta importante função. Sem dúvida, as literaturas grega e romana, clássicas, mas profanas, devem sua sobrevivência à atividade prolífica dos escribas cristãos que, em uma frenética corrida contra o tempo, transcreveram e livraram de uma inexorável destruição as obras dos chamados autores pagãos.

Os livros medievais normalmente pertenciam a grupos de pessoas, serviam às necesidades de uma comunidade religiosa e eram compartilhados por todos.

  • ==> Instrumentos de um copista. Tinteiro, penas,compassos, tesouras ... (Representação feita sobre um frontispício que ornamenta um tratado de caligrafía composto em 1524 pelo italiano Giovanni Andrea Tagliente)
A regra de São Bento:

Foi São Bento que dispôs, na Regra para os membros da comunidade por ele fundada, que os irmãos deviam consagrar várias horas por dia à leitura das obras divinas. Esta obrigação exigia-lhes transcrever, primeiro, os volumes a serem lidos.

FONTE:
IMAGEM DOS INSTRUMENTOS DO COPISTA:

sábado, 23 de junho de 2007





ACESSÓRIOS

OS ÓCULOS

Por que falar de óculos num blog sobre livros e afins? Sem eles certamente muitos dos nós, usuários deste objeto, não seríamos mais leitores, quem sabe até precisaríamos de alguém - de vista boa - que lesse para nós. Graças a esse objeto podemos prolongar o nosso tempo como leitores; também graças a ele os escritores podem continuar escrevendo as suas obras, divulgando as suas idéias, experiências e emoções. É, portanto, um duplo benefício...

Desde a Antiguidade, a história do homem na Terra é marcada por tentativas de enxergar mais e melhor. Os primeiros registros históricos sobre a existência de lentes rudimentares foram escritos na China pelo filósofo Confúcio, em 500 a.C. Essas lentes primitivas eram feitas de cristais com um polimento tosco. Não eram óculos propriamente ditos, como os conhecemos hoje em dia. Acreditava-se que tinham várias propriedades medicinais além de prolongar a vida das pessoas. Tinham a força do amuleto mas ainda eram de uso visual limitado.

Mesmo durante o Império Romano ainda não existiam óculos. Marcus Tulius Cícero, senador de Roma, grande escritor e eloqüente orador, em 62 a.C. escreveu uma carta a seu amigo Atticus, mencionando que a idade estava chegando e sua visão vinha diminuindo a ponto de já não conseguir mais ler sozinho. A solução encontrada foi que Cícero teve que comprar escravos especialmente para ler.

Embora Ptolomeu, no Egito, descobrisse leis ópticas fundamentais da refração da luz por volta do ano 150 da era cristã, somente na Idade Média os monges começaram a desenvolver a chamada "pedra de leitura", segundo as teorias mais aperfeiçoadas do matemático árabe Alhazen, que viveu em Basra aproximadamente no ano 1000 depois de Cristo. Essa pedra funcionava como uma lupa primitiva que aumentava o tamanho das letras, e era composta basicamente de cristal de quartzo hialino ou de pedras semipreciosas que tinham lapidação e polimento. Uma das pedras mais cobiçadas era o berilo por seu brilho, beleza e grande transparência. Aliás, foi do seu nome que derivou a palavra "brilho".

Em 1267, o monge franciscano britânico Roger Bacon, conhecido como "Doutor admirável", conseguiu demonstrar que pessoas com deficiência visual conseguiam ver melhor através de lentes lapidadas, levando ao papa um exemplar de uma dessas lentes de leitura.

Naquela época, os antigos viajantes que se aventuravam e conseguiam retornar vivos das viagens ao Extremo Oriente contavam que os chineses já faziam uso de óculos no início do primeiro milênio da era cristã. Marco Polo relatou em seu livro sobre suas viagens ao Oriente que óculos eram de uso corrente na China, na corte de Kublai Khan, por volta do ano 1275 a.d.

Entretanto, a verdadeira origem dos óculos tem levantado muitas conjecturas e controvérsias e nem todas são baseadas em evidências históricas precisas. De fato, não existiu um único inventor dos óculos, mas inúmeras pessoas anônimas, tanto no Oriente quanto no Ocidente, que foram contribuindo aos poucos, ao longo dos anos, para aperfeiçoar o valioso instrumento visual para a humanidade.

Tudo indica que uma armação montada com um par de lentes para se colocar na frente dos olhos, com a finalidade de leitura, surgiu em Veneza entre 1270 e 1280, pois essa próspera cidade e a vizinha ilha de Murano dominavam o comércio de vidro naquela época. Ao mesmo tempo também, no Extremo Oriente, desenvolvia-se na China o aperfeiçoamento dos óculos, pois o conhecimento se intercambiava depressa ao longo das rotas de comércio na Ásia Central abertas por Genghis Khan.

É interessante citar que na igreja Santa Maria Maggiore de Florença, no túmulo de Salvino d'Armato, morto em 1317, está gravada na sua lápide a seguinte inscrição: "Aqui jaz Salvino d'Armato, de Florença, Inventor dos óculos; Deus perdoe seus pecados. Anno D. MCCCXVII". No entanto essa paternidade é contr oversa, a começar pela construção do seu próprio túmulo com um busto de um desconhecido greco-romano do ano 100 a.d.

Jóias como símbolo do saber

Na Renascença, o desenvolvimento intelectual e cultural aumentou de forma muito acentuada paralelamente ao desenvolvimento técnico e científico. E certamente existiram dois grandes marcos nessa evolução: um foi a invenção tipográfica por Gutenberg em 1440, e o outro a invenção dos óculos que possibilitou a leitura das letras pequeninas que surgiram com a imprensa. Naquela época, usar óculos significava ter um grande saber, denotava cultura e erudição e era símbolo de status e nobreza. Na Europa daqueles tempos, os pioneiros na fabricação de lentes de cristal lapidado e vidros ópticos foram os vidreiros de Veneza, ficando famosa a oficina de arte vidreira de Murano. Lá foram produzidas as primeiras lentes lapidadas para a civilização ocidental enxergar melhor. Aos poucos esse conhecimento foi se difundindo e se estabelecendo em outras cidades da Europa, tais como Nuremberg e Augsburg na Alemanha, e Rouen e Flandres na França.

Entretanto, não se encontravam óculos por toda parte. Eles eram raros, custavam caríssimo e eram considerados verdadeiras jóias. Seu valor era tal que eram relacionados em inventários de bens de família e deixados em testamentos como herança, assim como fez Carlos V, O Sábio, rei da França (1364-1380).

Existe um registro histórico na China, durante a dinastia Ming (1260-1368), segundo o qual um rico senhor trocou uma parelha de finos cavalos de raça por um par de óculos.

Uma dessas primeiras pedras de leitura é representada fielmente no livro e no filme de Umberto Eco O Nome da Rosa, em que ele mostra bem o grande valor e poder que essas pedras tinham naquela época.

No início eles começaram a ser usados somente para a visão de perto, para leitura, para corrigir a presbiopia ou "vista cansada". Aos poucos passaram a ser usados também para a correção da hipermetropia. Entretanto, o primeiro registro do uso para a miopia só foi feito em 1441 por Nicolaus Cusanus em seu livro De Berillo. Já a correção do astigmatismo, por meio de lentes cilíndricas, só aconteceu bem mais tarde, na Inglaterra, em 1827. Antes disso, em 1611, Kepler já havia introduzido o uso de prismas. E, em 1784, Benjamin Franklin, o famoso estadista americano, que também era inventor, cientista e filósofo, inventou os bifocais, que tanto benefícios trouxeram às gerações futuras. A introdução dos multifocais só foi possível há relativamente pouco tempo, com o avanço da tecnologia de fabricação de lentes nos anos 70.

A primazia das idéias relativas às lentes de contato está registrada nos escritos de Leonardo da Vinci (1452-1519). Apesar de outros antigos estudos teóricos realizados por René Descartes em 1637 e Thomas Young em 1827, a lente de contato só saiu do anonimato das pesquisas e se popularizou após 1950.

Na literatura e nas artes

A primeira manifestação dos óculos nas artes é um quadro de Tommoso da Morena, datado de 1352, que está na Igreja de São Nicolo, em Treviso, na Itália. Representa o rosto do cardeal Hugo de Treviso usando um daqueles óculos primitivos que consistiam de duas lentes redondas com aros de metal unidas por um pino central em cima do dorso do nariz.

São Jerônimo, padroeiro dos óticos, tradutor da Bíblia para a língua latina, conhecida como Vulgata, sempre é representado junto com um leão, uma caveira e um par de óculos. Entretanto essas pinturas, realizadas em datas bem posteriores, têm um caráter simbólico, pois na época em que viveu (347-420) os óculos não tinham sido ainda inventados. Na linguagem simbólica dos místicos cristãos podemos entender o leão como representando a força e a coragem, a caveira simbolizando a mortalidade do homem carnal e os óculos significando a visão, tanto a exterior, dos olhos como órgãos dos sentidos, quanto a visão interior da consciência.

Na literatura, o livro mais antigo que trata dos óculos é o trabalho de Nicolaus Cusanus, publicado em 1441, intitulado De berillo. Depois vem o Uso de los antojos de Benito Daça de Valdes (Sevilha, 1623). E L'occhiale all'occhio de Carlo Antonio Manzini (Bolonha, 1660).

Os óculos não nasceram com este aspecto que hoje conhecemos. Percorreram um longo caminho, modificando-se aos poucos até chegar na atual forma.

Os primeiros óculos eram feitos de uma só lente. Tanto que a palavra "óculo" significa apenas uma lente como um monóculo. O instrumento completo com duas lentes montadas em uma armação no rosto é denominado um "par de óculos" ou abreviadamente "óculos" no plural.

Os primeiros modelos eram constituídos por duas lentes presas no meio por um rebite, que se abriam ou fechavam em forma de V, apoiando-se no dorso do nariz, sem as hastes laterais.

A mais antiga pintura de um par de óculos, datada de 1352, mostra duas lentes redondas como se fossem dois monóculos de metal presos no centro acima do nariz por um pino, ficando apoiado no dorso nasal.

Os óculos considerados mais antigos ainda existentes encontram-se preservados no Museu de Nuremberg e pertenceram ao burgomestre de Nuremberg, que viveu de 1470 a 1530. São constituídos de duas lentes biconvexas redondas unidas por uma sólida peça de couro.

Essas armações de couro foram sendo substituídas aos poucos por outros materiais: madeira, chifre, casca de tartaruga, osso, marfim e metais, tais como ferro, prata, ouro e outras ligas. Novos materiais foram desenvolvidos, modificados e introduzidos no mercado até chegar aos modernos e sofisticados compostos plásticos, resinas, náilon e policarbonatos, sempre em busca de um melhor design, de mais conforto, durabilidade, leveza e resistência.

Os primeiros óculos não tinham as hastes laterais e se apoiavam no nariz como os pince-nez, com uma ponte fixa e flexível que se prendia no nariz. Ou os lorgnon, que tinham uma haste lateral inferior para segurar com a mão.

No princípio a fixação era feita por cordéis ou fitas de couro amarradas atrás da cabeça ou passando por trás das orelhas pendendo sobre o peito com um contrapeso. Depois dos amarrilhos surgiram as hastes laterais com molas espirais pressionando as têmporas para segurar os óculos na posição. Em 1730 foram inventadas as hastes laterais rígidas para se apoiar nas orelhas e posteriormente apareceram as hastes laterais com angulação para melhor apoio e fixação no dorso do pavilhão auditivo. Mais tarde, em 1752, foram inventadas em Londres as hastes laterais dobráveis, facilitando bastante o manejo pelos usuários.

Lentes: do vidro ao telescópio

As primeiras lentes eram fabricadas por artífices muito habilidosos que poliam e lapidavam os cristais de quartzo ou pedras semi preciosas relativamente mais transparentes, tais como o topázio ou berilo, mas a tecnologia era primitiva e os óculos ficavam toscos e rudimentares. O desenvolvimento das lentes em maior escala e com melhor qualidade só foi possível com o desenvolvimento das lentes de vidro com boa qualidade óptica.

A existência do vidro remonta aos tempos pré-cristãos e existem registros históricos afirmando que no Egito, em 1500 a.C., já existia uma bem estabelecida indústria vidreira. Segundo a tradição acreditava-se que esse conhecimento vinha do sábio alquimista Hermes Trimegisto.

O encontro de vidro nas ruínas de Pompéia confirmou que o fabrico de vidro já era bem estabelecido antes do ano 79 a.D., quando houve a grande erupção do Vesúvio.

O vidro foi aperfeiçoado para ser usado como lente de óculos em Veneza no início do século 14, ficando famosas as lentes produzidas na Oficina Vidreira de Murano. Mais tarde, no século 16, floresceu na Alemanha uma indústria de produção de lentes de cristal de vidro de muito boa qualidade, particularmente na cidade de Nuremberg, que se tornou um centro de alta reputação.

A invenção do telescópio por Galileu em 1608 foi um estímulo muito grande para o desenvolvimento de lentes de alta qualidade óptica.

No início os óculos, toscos e rudimentares, eram vendidos por toda a Europa por mascates ambulantes. As pessoas experimentavam os óculos já prontos e escolhiam os que mais se aproximavam de suas necessidades. De fato, a prática de permitir ao cliente a escolha dos óculos continuou até o início deste século e, por incrível que pareça, com toda a alta sofisticação dos aparelhos de refração computadorizados, ainda continua viva até hoje. Mas com o aperfeiçoamento da tecnologia para a produção de lentes de alta qualidade, aos poucos essa atividade passou a ser organizada em corporações profissionais de alta reputação, até que, em 1628, na Inglaterra, Charles I outorgou uma carta real a Espectaclemakers Company, oficializando a profissão.

FONTE:
Autor do texto: Mario Luis de Camargo - médico e diretor clínico do Centro de Saúde Escola da Faculdade de Saúde Pública da USP.
disponível em:




















O COMPUTADOR

é uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. O computador evoluiu em sua capacidade de armazenamento de informações, que é cada vez maior, o que possibilita a todos um acesso cada vez maior a informação. Isto significa que o computador agora representa apenas um ponto de um novo espaço, o ciberespaço. Essas informações contidas em computadores de todo mundo e presentes no ciberespaço, possibilitam aos usuários um acesso à novos mundos, novas culturas, sem a locomoção física. Com todo este armazenamento de textos, imagens, dados, etc.

Houve também uma grande mudança no comportamento empresarial, com uma forte redução de custo e uma descompartimentalização das mesmas. Antes o que era obstante agora é próximo, as máquinas, componentes do ciberespaço, com seus compartimentos de saída, otimizaram o tempo e os custos.

Computadores pessoais são normalmente utilizados por um único usuário com o intuito de realizar tarefas gerais tais como processamento de texto, navegação na Internet, fax, e-mail, execução de conteúdo multimídia, jogos, programação de computadores, etc. O uso de um moderno computador pessoal pode requerer algum conhecimento sobre o sistema operacional e os aplicativos nele utilizados, mas não é necessário uma pessoa possuir conhecimento sobre como escrever programas para computadores. No entanto, muitos desenvolvedores de programas utilizam primariamente um PC para escrever seus programas.

A popularização dos computadores pessoais e a atração da informática levantou discussões acaloradas sobre a relação computador e literatura. A grande questão é: o computador irá matar a literatura, a leitura? o leitor dessa vez migrará de vez para uma mídia que está sempre se modernizando, afinal trata-se de uma mídia atraente, sedutora, de infinitas possibilidades...

Já assistimos a esse filme antes; outras mídias também foram vistas como prováveis eliminadoras da literatura e no entanto, ela está aí. Pelo contrário, as possibilidades da ampliação da leitura usando-se o computador também são infinitas. Há aqueles que lêem na tela do computador, há aqueles que, através da internet formam grupos de discussão sobre literatura, formamos amizades tendo a literatura como motivação, através das livrarias podemos comprar livros on-line. Neste ponto, a internet faz às vezes daquela bela frase de Jorge Luiz Borges que diz que sempre imaginou o paraíso como uma imensa biblioteca...


Aborda o impacto causado pelo uso generalizado do computador em práticas culturais relacionadas, principalmente, ao livro, à literatura e ao uso de bibliotecas virtuais. Mostra um panorama da comunicação eletrônica e de suas possíveis conseqüências sobre as formas convencionais de escrita.

Editora: UFSC/Ano: 2002/Edição: 1/Número de páginas: 169Acabamento: Brochura /Formato: Médio/


Localizei na internet por meio da pesquisa com os termos computador e literatura, o seguinte material de um site português - DIREÇÃO GERAL DO LIVRO E DAS BIBLIOTECAS, do Ministério da Cultura de Portugal.

Literatura na Internet – Um mundo em que os livros não têm cheiro

Objectivos
Esta acção de formação procura cruzar o universo da literatura com o das novas tecnologias, com o objectivo de mostrar que na Internet estão guardadas em bibliotecas virtuais, prontas para serem lidas ou descarregadas para computadores anónimos, obras-primas da literatura mundial.
Servirá também para mostrar que existem na Internet romances interactivos em que o leitor escolhe o rumo que pretende dar à história e que com a ficção de hipertexto apareceram novos escritores de culto que só existem na Internet.
Procura-se aqui familiarizar os diversos agentes promotores da leitura, nomeadamente professores, com um universo que muitas vezes não dominam, cuja importância por isso mesmo denegam, mas que pode ser usado como veículo de pesquisa e transmissão de saberes "humanistas".

Programa

1ºdia

Aprender a utilizar os motores de busca para encontrar dados biográficos, obras ou mesmo páginas de escritores na Internet.
Como encomendar um livro (impresso ou em formato digital) através das livrarias on-line e o que fazer para passar a receber informações sobre as últimas novidades do mundo literário no seu computador
A história do projecto Gutenberg.
Aprender passo a passo como descarregar de uma biblioteca virtual para o seu computador uma obra de domínio público - por exemplo o livro Retrato de Um Artista Quando Jovem.
Como encontrar e como se inscrever nos "newsgroups" dedicados à literatura.
Visita de sites de editoras e de revistas ou suplementos literários portugueses e estrangeiros.
Páginas pessoais de escritores.

2ºdia

Visita de sites de livrarias e editoras
(portuguesas e estrangeiras) e outros que albergam revistas e suplementos literários portugueses e estrangeiros.
Visita de algumas das melhores páginas dedicadas a Camões, José Saramago, Fernando Pessoa, etc.
A Fundação Eugénio de Andrade. O arquivo digital sobre Almeida Garrett.
As páginas sobre filosofia de Desidério Murcho e algumas páginas pessoais mantidas por escritores.
The Greatesy Tale Ever Told, um texto escrito a várias mãos que pode ser lido na Internet.
O site do Centro de Estudos de Texto Informático e Ciberliteratura (Cetic) da Universidade Fernando Pessoa, dirigido por Pedro Barbosa e o seu sintetizador de texto.
O Hipertexto: romances em que o leitor escolhe o rumo para dar à história.
O futuro do livro A Baía dos Tigres, de Pedro Rosa Mendes: a primeira experiência portuguesa de edição simultânea em suporte de papel e na Internet.

FICHA TÉCNICA
Concepção e realização: Isabel Coutinho
Público-alvo: animadores; bibliotecários; professores e também aqueles que se interessam pelas possibilidades de confluência entre o universo literário e o das novas tecnologias
Número de participantes: mínimo 15 e máximo 25
Duração: 14 horas (divididas por dois dias)
Condições técnicas: sala com computadores em rede (máximo 3 participantes por computador)
Encargos para a Biblioteca: alimentação, alojamento e transporte.

Disponível na URL: http://rcbp.dglb.pt/pt/promocao/programa/Paginas/Literatura%20na%20Internet.aspx

FONTES:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Computador
http://pt.wikipedia.org/wiki/Computador_pessoal

http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=192581&franq=134562


A MÁQUINA DE ESCREVER


A máquina de escrever é um instrumento mecânico, electromecânico ou eletrônico com teclas que, quando premidas, causam a impressão de caracteres num documento, em geral de papel.

O método pelo qual uma máquina de escrever deixa a impressão no papel varia de acordo com o tipo de máquina. Habitualmente é causado pelo impacto de um elemento metálico, com um alto relevo do caráter a imprimir, numa fita com tinta que em contacto com o papel é depositada na sua superfície.

No fim do século XX tornou-se rara a utilização de máquinas de escrever na generalidade das empresas e na utilização doméstica, sendo substituídas pelo computador, que, com processadores de texto, possibilitam efetuar o mesmo trabalho de modo mais eficiente e rápido.

MÁQUINA DE ESCREVER ELETRÔNICA
HISTÓRIA
A invenção de um primitivo dispositivo de escrever mecânicamente é atribuída a Henri Mill, em 1714.

O italiano Pellegrino Turri introduziu, em 1808, o sistema de teclado. Posteriormente, os estadunidenses, com o auxílio do mecânico Carlos Thuber, apresentaram ao mundo um modelo aperfeiçoado, com maior rapidez de escrita (1843). Outros nomes como os do norte-americano Burth, o inglês Jenkins, e o francês Pogrin, colaboraram para o aperfeiçoamento da máquina.

As primeiras máquinas imprimiam apenas em caracteres maiúsculos. Foi Brooks quem conseguiu a impressão dos caracteres maiúsculos e minúsculos.

A máquina de escrever brasileira

A invençã
o de um dispositivo mecânico de escrita no Brasil, é atribuída ao padre João Francisco de Azevedo, nascido na Paraíba em 1827 e falecido em 1888. Professor de Matemática do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, integrante de uma família em que existiam mecânicos, constrói um modelo de máquina de escrever que apresentou na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco em 1861, e na Exposição Nacional do Rio de Janeiro, em fins do mesmo ano, sendo premiado com a Medalha de Ouro.
FONTE DO TEXTO:
FONTE DAS IMAGENS:
TINTA

O pigmento para a tinta de escrever era cinza de carvão, à qual se adicionava goma ou substâncias metálicas, para lhe dar fluidez e consistência. A noz de galha ou bugalho de carvalho, diluída em vinho e fixada com minerais, era outro pigmento usado no fabrico de tintas na Idade Média.


Não raro, a tinta ou algumas das suas componentes eram importadas. Usava-se tinta preta para o texto, por vezes sépia; a tinta vermelha (rubra) ficava reservada para os títulos de capítulos e para partes do texto a realçar. As outras cores e o ouro eram usadas nas iluminuras e para ornamentar as margens do livro.

FONTES DO TEXTO:
FONTE DA IMAGEM:
INSTRUMENTOS DE ESCRITA





































INSTRUMENTOS DE ESCRITA

Antes do desenvolvimento da xilografia e da imprensa, toda escrita se fazia a mão e se empregavam, para este fim, diferentes instrumentos.
A palavra escrever deriva do vocábulo grego graphein ou do latino scribere. O sentido primitivo destas palavras corresponde à idéia de gravar ou talhar.

No ano 4000 a.C. os egípcios recorriam a canas que megulhavam em tinta para a escrita hieroglífica. Por sua vez, no ano 3000 a.C., os chineses desenhavam os seus bonitos e elaborados caracteres com finos pincéis produzidos com pelo de camelo ou rato.

Por volta de 1300 a.C., os gregos utilizavam um estilete (бτсλµς), ou seja, uma vareta pontiaguda, de bronze ou osso, que pressionavam sobre blocos de cera, para escreverem os seus textos. Esses blocos eram depois raspados e alisados, para que fossem reutilizados. Uma das extremidades deste instrumento terminava em ponta, para gravar os sinais; o outro extremo utilizava-se para corrigir as desigualdades da própria tabuinha. Isto deu origem à palavra estilo, com que se designa a maneira particular de cada pessoa escrever.

Por fim, no ano 500 a.C., para escrever sobre pergaminho, papiro ou papel, surgiu o instrumento de escrita mais famoso e que resistiu mais tempo às mudanças, a pena. A pena podia ser de ganso, cisne, peru ou, menos frequente, de corvo, àguia, coruja ou falcão. A mais usual era a pena de ganso, a de cisne era mais cara, sendo utilizada apenas em ocasiões especiais, e a de peru a melhor. O termo da pena era afiado e fendido. Posteriormente era mergulhado em tinta. Sobre o pergaminho ou sobre a folha de papel, a tinta fluía, permitindo escrever cartas de amor secretas ou bonitos textos.

Mesmo apresentando várias limitações, dado que era necessário mergulhá-la em tinta e afiá-la com frequência e que, portanto, tinha uma durabilidade reduzida, tornou-se o instrumento de escrita mais usado até ao inicio do século XIX.

No entanto no final do século XVIII, em 1780, as penas de aves foram substituídas por penas de metal, com corpo de madeira. As penas de latão apareceram no século XVI, na Alemanha, e as de metal tornaram-se comuns na Inglaterra, desde 1820.
Também estas, como as anteriores, tinham limitações, absorviam apenas uma pequena quantidade de tinta, sendo necessário mergulhá-las na tinta com frequência. Era complicado fazer traços uniformes e a tinta, por vezes, soltava-se e manchava o manuscrito.

Entretanto, várias tentativas para construir uma caneta com reservatório de tinta, obrigaram o desenvolvimento de uma nova tinta. Assim, aproximadamente em 1860 surgiu uma tinta que permitia escrever sem manchar as mãos ou o papel. Porém verificou-se corrosiva para as penas de ferro. O ouro passou então a ser utilizado no fabrico das penas, mas ainda assim não se mostrava suficientemente resistente, sendo-lhe acrescentado irídio. Estas penas de ouro surgiram em 1880. Existem bonitos exemplares, com belos bordados na ponta e corpo de vulcanite ou ebonite.

Após várias décadas na tentativa de produzir uma caneta com reservatório de tinta, em 1884, Lewis Waterman inventou uma caneta tinteiro. A partir dessa descoberta, apenas se tentou melhorar os sistemas de auto-abastecimento.

Por fim, em 1938, o húngaro László Biró, criou uma caneta recarregável com uma pequena esfera móvel na ponta que, ao girar, distribuía tinta de modo uniforme.

Em 1950 Marcel Bich comprou de Bíró a patente da caneta, que logo tornou-se o principal produto da companhia Bic.

As canetas esferográficas ainda são amplamente referidas como biro em muitos países europeus, includindo a Grã-Bretanha, como também Australia e Nova Zelandia
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Lápis é um instrumento utilizado para escrita, desenho e pintura. É composto por um bastão fino de grafite inserido num cilindro de madeira.

O protótipo do lápis poderá ter sido o antigo Romano stylus, o qual consistia de um pedaço de metal fino utilizado para escrever nos papiros, habitualmente feito a partir de chumbo.

O primeiro lápis de madeira com grafite no meio, parecido com os de hoje, só foi fabricado em 1662.

O grafite duro que usamos na escola surgiu por obra e graça do imperador da França, Napoleão Bonaparte, no século 18. Em pé de guerra com os ingleses, grandes fornecedores de grafite, Napoleão pediu aos cientistas franceses que dessem um jeito de substituir o produto em falta.O químico Nicolas Conté então aqueceu a altas temperaturas uma mistura com bastante argila, um pouquinho de grafite, massa e água. Estava inventado o grafite duro, e até hoje os lápis são fabricados através deste processo.

Entre todos os instrumentos de escrita, o lápis é sem dúvida o mais universal, versátil e econômico, produzido aos milhões todos os anos, mesmo na era da Internet.

É com o lápis que as crianças de todo o mundo aprendem a escrever. É indispensável para todos os tipos de anotações, traçados e rascunhos - sobretudo para tudo o que possa ser escrito ou desenhado à mão.

O lápis é um produto de longa durabilidade, que exige poucos cuidados, não é afetado por variações climáticas e escreve até debaixo d'água ou no espaço. Que outro instrumento de escrita pode se gabar de ser tão versátil?

FONTES DAS IMAGENS:

http://www.libertybellmuseum.com/MuseumShop/images/1960B.jpg

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lápis
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/lugares/escrever%20na%20escola/images/mushin.gif


http://www.truthinmedia.org/TruthinMedia/Activism/pen%20in%20ink.jpg






http://www.radiocad.karoo.net/wah4/WhenIWrite/writing.jpg

http://www.copperfieldpub.com/content/images/quilhand.jpg
PAPEL


Fabricado a partir do eucalipto, o papel é disponibilizado em duas formas:

a) em rolo, para ser utilizado por jornais e revistas, cujas impressoras de alta velocidade o recebem diretamente da bobina ou rolo, de metragem variável e vendido a quilo;

b) em folhas, que se vendem por maõs (25 folhas) e por resmas (20 mãos ou 500 folhas).

Fonte das imagens:
http://www.imprentaweb.com/imagenes/Papel_bobina_gigantedoble.gif
http://www.deremate.com.ar/user/images/1037/10379805.jpg
PAPEL

A invenção do papel, como muitos outros instrumentos e artigos tais como a bússola, a xilografia, a tinta, etc. deve-se aos chineses. Sua invenção é atribuída a T’sai Lun na China, por volta de 105 da era comum, sendo fabricado a partir de fibras de cânhamo trituradas e revestidas de uma fina camada de cálcio, alumínio e sílica.

Segundo a tradição, os árabes obtiveram o segredo do papel, em 751, de dois artesãos chineses. Pouco depois, instalou-se em Samarcanda a primeira fábrica e a segunda, em Bagdá, em 794. A fabricação de papel se expandiu para o Egito, pelo norte da África, chegando até a Espanha.


1000 até cerca de 1830 - Trapos velhos eram o insumo básico da indústria de papel até meados do século XIX (costume interrompido em meados do século XVII, quando acreditava-se que os restos de pano contribuíam para a propagação da peste).

Quando se inventou a imprensa, em meados do século XV, o papel já era de emprego habitual em toda a Europa. Esta foi uma circunstância providencial para o ritmo de produção de livros, que se iniciou com a impressora de Gutenberg.

1719 - O naturalista francês Reaumur sugere o uso da madeira como matéria-prima para o fabrico de papel, ao observar que as vespas mastigavam madeira podre e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância semelhante ao papel na confecção de seus ninhos.

Em 1750 a fabricação de papel a mão tornava o produto muito caro. Entretanto, experimentou um enorme progresso com a invenção da primeira máquina, na Holanda.

Meados Séc. XIX - surge a demanda de papel para a impressão de livros, jornais e fabricação de outros produtos de consumo, levando à busca de fontes alternativas de fibras a serem transformadas em papel.

1838 - produção de pasta de palha branqueada.

Anos 1840 - Na Alemanha, Keller desenvolveu um processo para trituração de madeira. As fibras são separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como "pasta mecânica" de celulose.

1854 - É patenteado na Inglaterra um processo de produção de pasta celulósica através de tratamento com soda cáustica. A lignina, cimento orgânico que une as fibras, é dissolvida e removida, surgindo a primeira "pasta química". Os países de vastos recursos florestais - Canadá, EUA, Suécia, Noruega e Finlandia - converteram-se nos principais fornecedores mundiais de papel e matéria-prima.

Anos 1860 - Invenção do papel cuchê. Lançamento do papel higiênico em forma de rolo. Surgem na Finlândia as primeiras leis sobre práticas de silvicultura.

FABRICAÇÃO DO PAPEL

As cinco fases principais em fabricação de papel permanecem inalteradas desde o início.

Madeira, um precioso recurso, é principalmente usado na produção de tábuas, mas também é a matéria prima na fabricação de papel. Nas florestas são plantados os eucaliptos, uma das principais arvores usada na fabricação do papel, que após sete anos, estão prontos para serem cortadas. Após o corte as toras são descascadas e estas cascas é recuperada e usada como combustível para produzir vapor e eletricidade.
(2) Fabricação da Polpa
A madeira é feita principalmente de fibras celulosas aderidas umas às outras com uma "cola" chamada lignina. Para converter madeira em polpa, deve-se então separar estas fibras ou seja remover a lignina. Para isso existe algum processo para a obtenção da polpa:

Processo Mecânico
A polpa é obtida na prensagem dos troncos contra pedras de moer na presença de água. O processo pode ser mais eficiente se antes passar a madeira em refinadores. Muito freqüentemente, este desfibrar é terminado na presença de vapor e o produto é chamado de polpa termomecânica. A adição de reagente para a separação das fibras celulosas da lignina resulta em polpa termoquimimecânica. Podem ser usados estes tipos diferentes de polpas mecânicas, por exemplo, para fabricação de papel jornal.Processo QuímicoPolpa química (normalmente chamado de processo "KRAFT" que em alemão que dizer "FORTE"). Neste processo os cavacos estão misturados com substâncias químicas e cozido a alta pressão em imensos vazos de pressão chamados digestores. A ação combinada das substâncias químicas e o calor dissolve o lignina e as separa das fibras. Papéis feitos de polpa química são muito fortes. Por exemplo, eles são usados fazer bolsas de supermercado.Processo por reciclagemReciclagem do papel é feito com aparas(pedaços de papel) misturando água e desintegrando em pulpers (liqüidificadores enormes). Contaminantes (plástico, metal, copo, polyetileno, etc.) é afastado da mistura usando telas e limpadores. Se necessário, da polpa resultante é feito a retirada da tinta pela ação combinada de água, substâncias químicas, calor e energia mecânica. A polpa reciclada é usada freqüentemente para fabricar papel cartão, papel jornal como também papéis usados na industria e nos lares como: papel higiênico, toalhas, lenços e guardanapos de papel, e assim por diante.
(3) Branqueamento
Para a fabricação de certos tipos de papel, a polpa deve ser branqueada. Para isso são usados produtos químicos para dissolver ou eliminar a lignina (adesivo natural das fibras) restante. A polpa resultante não só é mais branca, mas também tem uma tendência menor de amarelar com o passar do tempo. Pesquisa intensiva e investimentos grandes ajudaram consideravelmente a indústria papeleira a reduzir o impacto ambiental do processo de Branqueamento.
(4) Formação da Folha

Quando a polpa chegar à caixa de entrada da máquina de papel, seu conteúdo de água excede 97%. A mistura é lançada sob a forma de um jato fino e uniforme sobre uma tela móvel chamada de tela formadora. A ação filtrante desta tela formadora, combinada com um sistema de vácuo, extrai a maior parte da água contida na polpa formando assim a folha de papel. A folha é prensada entre rolos para remover mais água. A folha então atravessa a seção de secagem onde entra em contato com cilindros enormes que estão geralmente aquecido com vapor, extraindo a maior parte da água restante através da evaporação. No final da máquina, o papel é enrolado em enormes mandris (rolo jumbo), que são rebobinados e segmentados em rolos menores, seguindo para a seção de conversão ou de acabamento.
(5) Acabamento
De posse de "pequenas bobinas" (quando comparadas ao rolo jumbo), o acabamento é o setor da fábrica responsável pela conversão em folhas cortadas (tipo expediente) e pela embalagem de todos os produtos acabados. Para este processo dispõe de modernos equipamentos que são responsáveis pelo corte, empacotamento e paletização dos papéis de expediente, onde a bobina é cortada em folhas formato padrão( A4, Ofício II, etc.) Hoje em dia devido ao alto grau de tecnologia na maioria das fábricas toda a produção é realizada, automaticamente, sem contato manual.
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