quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

GLOSSÁRIO DE TERMOS SOBRE LIVROS

sábado, 20 de dezembro de 2008

ALGUNS DOS FAMOSOS ILUSTRADORES DE LIVROS

É impossível enumerar todos os artistas que embelezaram o livro impresso durante seus 500 anos de existência; citarei apenas cinco nomes mais representativos:

Dürer.

Albrecht Dürer (1471-1528), alemão, foi pintor, gravador, xilógrafo e autor de grande número de gravuras, que se distinguem por sua beleza e perfeita execução. É o artista mais famoso do Renascimento alemão, também conhecido por seus escritos teóricos sobre arte, que exerceram uma profunda influência nos artistas do século XVI de seu próprio país e dos Países Baixos.


Holbein
Este sobrenome foi engrandecidon por dois artistas alemães, pai e filho, ambos chamados Hans (1465/1524 e 1497/1543, respectivamente) e, os dois, pintores e ilustradores de livros. Holbein filho realizou inúmeras gravuras em madeira, destacando-se as que figuram na famosa série denominada "A dança da morte" (ou A dança macabra) (1538) e umas primorosas ilustrações para a Bíblia de Lutero.
Cranach

Lucas Cranach (1472/1553) foi um gravador alemão, amigo dos reformadores protestantes, que ilustrou obras referentes a esse movimento. Contribuiu também com seu gênio, para a arte das cercaduras xilográficas introduzidas por Ratdolt, na primeira metade do século XVI. Assinava seus trabalhos com a imagem de um dragão de cauda em forma de seta, pois seu sobrenome tinha esse significado.
Blake

O poeta inglês William Blake (1757/1827) realizou, em colaboração com sua mulher, belas ilustrações, não só para seus próprios livros, mas ainda para os de outros escritores. Desenhava e gravava cada página de texto e ilustrações como uma unidade, tal qual o fizeram os xilógrafos do século XV e, depois coloria, a mão, todas as ilustrações.

Doré
O ilustrador e gravador francês Paul Gustave Doré (1833/83) ilustrou mais de cem obras-primas da literatura universal. Dentre estas, destacam-se:é mundialmente famoso por suas ilustrações da Bíblia, Dom Quixote, O Paraíso Perdido, A Divina Comédia, as obras de Rabelais e de Balzac, além das Fábulas de La Fontaine. Empregou, em sua oficina, grande número de colaboradores e desenhistas que trabalhavam sob sua direção. Suas ilustrações eram de concepção grandiosa e mantinham-se em perfeita harmonia com as obras. Gustave Doré foi um marco na arte da ilustração, influenciando os ilustradores que o sucederam.

FONTES
do texto
Litton
GRAVURA

OFF-SET






Esse método de impressão muito se assemelha à litografia, foi imaginado e desenvolvido, em 1904, pelo norte-americano Ira Washington Rubel.
É um processo planográfico cuja essência consiste em repulsão entre água e gordura (tinta gordurosa). O nome off-set - fora do lugar - vem do fato da impressão ser indireta, ou seja, a tinta passa por um cilindro intermediário, antes de atingir a superfície. Este método tornou-se principal na impressão de grandes tiragens (a partir de 1.000); para menores volumes, porém, sua utilização não compensa, já que o custo inicial da produção torna-a proibitiva.

FONTES:
do texto:
LITTON
das imagens:
GRAVURA ARTESANAL

CROMOLITOGRAFIA

Constituiu o passo seguinte no desenvolvimento da litografia; trata-se da obtenção da impressão em cores. Processo litográfico de reprodução em cores por meio de impressões sucessivas.

Three Little Pigs [Os três porquinhos] Nova York: Paphael Tuck & Sons Co., (Father Tuck's Nurseryland Series), c.1890."Um exemplo de capa em cromolitografia, impressa principalmente na Alemanha e popular na Inglaterra e nos Estados Unidos na década de 1890. Desencadearam um movimento no sentido de ilustrarem livros para crianças de maneira genuinamente mais artística".

=> Imagem incluída no livro Era uma vez uma capa, de Alan Powers, publicado pela editora Cosac Naify, - a primeira história ilustrada da literatura infantil lançada no Brasil - percorre cerca de duzentos de História para, por meio das capas, revelar o que se escrevia para crianças ao longo dos períodos, a evolução dos desenhos, técnicas e materiais utilizados, os meandros do mercado editorial e os nomes de editores e ilustradores responsáveis por mudanças de panoramas e de fixação de padrões dentro da literatura.

FONTES:

do texto:
MARTINS, W. A palavra escrita.
Aulete - dicionário digital.

da imagem:
http://www.cosacnaify.com.br/infanto/autor/img/alan_ilustra1.jpg
GRAVURA ARTESANAL

LITOGRAVURA

A palavra litografia vem dos vocábulos gregos lithos, pedra, e graphein, escrever, gravar.
Trata-se de reprodução impressa do desenho traçado com um corpo gorduroso (lápis gorduroso) sobre uma pedra calcaria. A base dessa técnica é o princípio da repulsão entre água e óleo. Ao contrário das outras técnicas da gravura, a litografia é planográfica, ou seja, o desenho é feito através do acúmulo de gordurasobre a superfície da matriz, e não através de fendas e sulcos na matriz, como na xilogravurae na gravura em metal. Seu primeiro nome foi poliautografia, significando a produção de múltiplas cópias de manuscritos e desenhos originais.

Essa técnica foi inventada por Alois Senefelder (1771/1834) - um jovem ator e escritor de teatro alemão - por volta de 1796, quando buscava um meio de impressão para seus textos e partituras e se deparava com o desinteresse dos editores. Acabou inventando um processo químico novo, mais econômico e menos demorado que todos os outros meios conhecidos na época.

Nos inícios do século XIX, esse processo se espalhou por todos os países da Europa ocidental, transformando-se numa das técnicas de maior emprego em tipografia, sendo usada extensivamente nos primórdios da imprensamoderna no século XIX para impressão de toda sorte de documentos, rótulos, cartazes, mapas, jornais, dentre outros, além de possibilitar uma nova técnica expressiva para os artistas. Pode ser impressa em plástico, madeira, tecido e papel. Sabe-se que o primeiro pintor que se utilizou com sucesso da técnica de litografia foi Goya, em sua série Touradas de 1825. Este expediente artístico atingiu seu apogeu nas últimas décadas do século XIX, quando diversos autores franceses como Renoir, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Bonnard, dentre outros, promoveram uma renovação da litografia a cores.

FONTES:
do texto:
MARTINS, W. A palavra escrita.
LITTON.
das imagens:

terça-feira, 1 de julho de 2008

A GRAVURA ARTESANAL:

II - GRAVURA METÁLICA

A gravura em Metal é uma das mais antigas técnicas de gravura. Existem obras nesta técnica datadas de 1500, produzidas por vários gênios da Renascença, como o alemão Albrecht Dürer, por exemplo.

Estava no princípio ligada ao trabalho de ourivesaria, como obra de entalhe e desse modo voltada à ornamentação. O desenvolvimento de processos gráficos a partir do século XV, impulsionado por novas necessidades na realização de imagens impressas e na procura de técnicas que permitissem um trabalho gráfico da imagem impressa de alta qualidade e resistência às grandes tiragens e edições, encontrou no meio ligado à ourivesaria o ambiente necessário para o emprego de matrizes de metal e para o aparecimento das técnicas da gravura em metal. A gravura em encavo, assim denominada como oposição à gravura em relevo, deposita a tinta nos sulcos realizados pela gravação.

A maneira mais direta de fazer uma gravura em metal é com ferramentas, como a ponta seca - um instrumento de metal semelhante a uma grande agulha que serve de "caneta ou lápis". A ponta seca risca a chapa, que tem a superfície polida, e esses traços formam sulcos, micro concavidades, de modo a reterem a tinta, que será transferida por meio de uma grande pressão, ao passar por uma prensa de cilindro conhecida como prensa calcográfica, e imprimindo assim, a imagem no papel.

Nos meios indiretos, água-forte e água-tinta , os produtos químicos, conhecidos por mordentes (ácido nítrico , percloreto de ferro etc.) atacam as áreas da matriz que não foram isoladas com verniz, criando assim outro tipo de concavidades, e consequentemente, efeitos visuais. Desta forma o artista obtém gradações de tom e uma infinidade de texturas visuais. Consegue-se assim uma gama de tons que vai do mais claro, até o mais profundo escuro. Estes procedimentos ainda podem ser usados em conjunto.

FONTE:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gravura_em_metal

A GRAVURA ARTESANAL:

I - XILOGRAVURA

É uma técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução de imagens e textos sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo inversamente parecido com um carimbo já que o papel é prensado com as mãos sobre a matriz.
<== Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: ele esboça a gravura. Segundo: ele usa um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta

A técnica exige que se entalhe na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Entre as suas variações do suporte pode-se gravar em linóleo (linoleogravura) ou qualquer outra superfície plana. Além de variações dentro da técnica, como a xilogravura de topo.

A xilogravura é de provável origem chinesa, sendo conhecida desde o século VIII. Teve grande desenvolvimento na Europa, a partir do século XV, principalmente na Itália, na França e na Alemanha. No final do século XVII Juliana Gularte teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa caseira de imagens pictóricas.

Atualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato do Nordeste do país.

Xilogravura popular brasileira


A xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesa transplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Quase todos os xilogravadores populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm do cordel.

FONTES DAS IMAGENS:
http://www.galeriadegravura.com.br/idiomaingles/produtos_descricao.asp?lang=en_US&codigo_produto=384
GRAVURAS

Podem-se dividir as gravuras em dois grandes grupos:

1) as gravuras em relevo;

2) as gravuras escavadas.


As primeiras recebem a tinta de impressão nas partes salientes e são estas que deixam na superfície impressa o seu sinal: um exemplo simples e elementar desse tipo de gravura são os próprios caracteres tipográficos.


No segundo caso, a gravura recebe a tinta de impressão apenas nos lugares escavados, onde se deposita; são eles, por conseqüência, que determinam os lugares impressos, aparecendo em branco o resto do clichê. De uma maneira geral, pode-se dizer que a gravura em madeira é sempre em relevo, e a de metal sempre escavada, mas as diversas técnicas particulares podem ser exceção a esta regra geral.

Também é possível diferenciar as gravuras pelos seus meios de obtenção: nesse caso haveria, igualmente, dois grandes grupos. O primeiro seria constituído pelas gravurass que poderíamos chamar de "artesanais", isto é, feitas à mão em madeira, em metal e em pedra, por um artistaa ou técnico que não se valha de instrumentos auxiliares; o segundo é a gravura obtida por meios mecânicos.

Nos dias de hoje, a imprensa emprega quase exclusivamente a gravura mecânica; a artesanal tem aplicação praticamente reservada às obras de grande luxo, de tiragens limitadas e nas quais se dá à gravura um valor em si mesma, independente do texto.

FONTE DO TEXTO:

MARTINS, W. A palavra escrita.

FONTES DAS IMAGENS:
caracteres tipográficos:
gravura escavada:
ILUSTRAÇÃO E ORNAMENTAÇÃO DE LIVROS


Desde a mais remota antiguidade, o livro foi ilustrado. Encontram-se nos papiros desenhos coloridos; da mesma forma, os velhos pergaminhos gregos e latinos apresentavam freqüentemente ornamentos e desenhos, seja no início dos capítulos, seja no próprio texto.

Foram os baralhos que inspiraram a idéia de introduzir no livro as imagens ilustrativas, por onde se vê que não há mal que não tenha algo de bom. Nascendo com as cartas de jogar, a xilogravura tem origens longíquas, na noite dos tempos. Desse modo, é impossível estabelecer a data precisa em que esse processo de ilustração começou a ser utilizado; entretanto, pode-se dizer que o seu estudo só se torna interessante a partir do século XV.

A seguir veremos uma idéia sucinta e geral das diversas técnicas e do seu emprego.


GRAVURA

É definida como gravura todo e qualquer desenho reproduzido pela impressão sobre uma superfície capaz de recebê-la. Verifica-se, portanto, que a própria impressão de letras não passa, no fundo, de um processo de gravura, de onde se conclui que a idéia da impressão traz forçosamente consigo a da ilustração do texto, ou que é possível a impressão. Considerando que a palavra gravura tem várias designações, ela preferencialmente designa as diversas técnicas empregadas na ilustração.

FONTE DO TEXTO:

MARTINS. W. A palavra escrita: história do livro, da imprensa e da biblioteca. 2.ed.il. rev. e atual. São Paulo: Ática, 1996.

FONTES DAS IMAGENS:

papiro:
http://www.revele.com.ve/imagenes/papiro.jpg
baralho:
http://www.brasilescola.com/curiosidades/baralho.htm
http://www.revistaneuronio.com.br/revista/visualizar.asp?id=83&classe=emprego

sábado, 17 de maio de 2008

MAIÚSCULAS, MINÚSCULAS E VERSALETES


Em cada família estilística de caracteres, ou tipos, existem três variedades de letras:


As maiúsculas, que, no mesmo corpo, têm todas a mesma altura.
Exemplo:
A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z


As minúsculas que, em contraste com as anteriores, dividem-se em:

a) letras curtas (como o a, e,i,r);

b) letras longas (como o h,l,b,d);

c) letras descendentes, que se estendem abaixo da linha (como o j,p,q,g).

Os versaletes, que são maiúsculas curtas, isto é, todas iguais às maiúsculas de determinado corpo, mas da altura das minúsculas desse corpo. Noutras palavras, letra cuja forma é a da maiúscula, mas o tamanho da minúscula.

Os caracteres tipográficos podem ser classificados, segundo a aplicação a que se destinam, em quatro categorias:

=> Caracteres de imprensa, que são empregados na composição do texto, propriamente dito, dos livros e periódicos;

=> Titulares, letras ou caracteres que servem para os títulos, cabeços, inscrições, etc.;

=> Caracteres manuscritos, que imitam qualquer caligrafia.

=> Caracteres de fantasia, que apresentam, como adornos, filetes, símbolos e figuras.


FONTES DO TEXTO:
LITTON

http://pt.wiktionary.org/wiki/versalete

FONTE DA IMAGEM:
FAMÍLIAS DE ESTILOS DE TIPOS


Era inevitável que, no decorrer dos cinco séculos da tipografia, se produzissem consideráveis mudanças nos caracteres de imprensa, devido a:

a) influência da época;

b) pressão da moda;

c) imaginação, capricho e preferências dos próprios impressores.

As diferentes famílias estilísticas de tipos podem ser classificadas em dois grandes grupos:


GÓTICO - a impressora de Gutenberg iniciou seu trabalho com um tipo de letra copiada da caligrafia que era utilizada na Alemanha, nessa época, para transcrição manual dos códices. A Bíblia de 42 linhas foi impressa numa variante chamada gótico-textura. Apareceram depois, diferentes variedades, cada uma com um nome que a associa, geralmente, a determinada publicação famosa. Atualmente, considera-se o tipo gótico como de difícil leitura, embora de inegável valor decorativo.

ROMANO - esta designação abarca todos os derivados dos tipos desenhados durante o século XV, pelos impressores de Roma e Veneza, os quais se inspiraram na caligrafia humanística. Caracterizam-se por sua beleza e legibilidade e são conhecidas inúmeras variedades do tipo romano, desenhadas e aperfeiçoadas por diversos artistas de renome. Os tipógrafos chamam o tipo romano de redondo, para distingui-lo do cursivo ou bastardinho.

FONTE DO TEXTO:
LITTON

FONTES DAS IMAGENS:
http://www.omine.net/img/gotica-main.gif
IMPRESSORES NOTÁVEIS - X

MORRIS


William Morris (1834/1896) impressor inglês, tentou dar novo impulso à tipografia, com uma pequena prensa chamada Kelmscott, seguindo as tradições dos artesãos antigos. Além de imprimir uma pequena coleção de obras-primas da literatura mundial, Morris desenhou e gravou vários tipos de letra para essas obras.


Adão e Eva, do "The Works of Chaucer", publicado pela Kelmscott Press, 1896









Venus e Adonis, dos "The Poems of William Shakespeare" Publicados pelos Kelmscott Press, 1893












FONTE DO TEXTO:
LITTON

FONTES DAS IMAGENS:
http://www.allposters.com/gallery.asp?startat=/getposter.asp&APNum=1584422&CID=48512699BF2443719C750D9CF22F0CA7&PPID=1&search=26828&f=c&FindID=26828&P=1&PP=6&sortby=PD&cname=William+Morris&SearchID=
http://www.allposters.com/gallery.asp?startat=/getposter.asp&APNum=1586823&CID=48512699BF2443719C750D9CF22F0CA7&PPID=1&search=26828&f=c&FindID=26828&P=2&PP=6&sortby=PD&cname=William+Morris&SearchID=
IMPRESSORES NOTÁVEIS - IX

BODONI

Giambattista Bodoni (1740/1813), impressor italiano. Filho de um pintor, serviu como aprendiz na prensa da Igreja Católica em Roma. Em 1768 ele assumiu a direção da Imprensa Real do duque de Parma. Nos anos 1780 ele estava projetando seus próprios tipos; o tipo Bodoni apareceu em 1790 e ainda está em uso, nos dias de hoje.
Ele tornou-se conhecido internacionalmente e colecionadores buscam seus livros. Seus trabalhos mais importantes incluíram edições primorosas de Horácio (1791), Vírgilio (1793) e a Ilíada de Homer (1808).
Foi também um excelente gravador de caracteres tipográficos, que conseguiu aperfeiçoar e superar os desenhos conhecidos até então. Distinguiu-se por suas edições in-fólio, com magníficas folhas de rosto e amplas margens, que constituem modelos de reconhecida beleza gráfica. Em 1775, imprimiu uma suntuosa obra de arte em 25 idiomas, intitulada Epithalamia exoticis linguis reddita, com 105 ilustrações. Na impressão de Oratio Dominica (Padre Nosso), em 155 idiomas, in-fólio, Bodoni empregou 215 caracteres diferentes, realizando ele mesmo todo o trabalho de gravura e fundição. Esta obra apareceu em 1806. Escreveu um Manualle tipográfico, cujo segundo volume foi dedicado inteiramente aos tipos correspondentes aos alfabetos não latinos, o que reflete seu interesse permanente pela tipografia das línguas orientais.
FONTE DO TEXTO:
LITTON
FONTE DA IMAGEM:
IMPRESSORES NOTÁVEIS - VIII

DIDOT

O fundador desta ilustre família de impressores foi François Didot (1689/1757), nascido em Paris, que começou com uma prensa, em 1713. Uma das suas mais famosas obras é uma edição em 20 volumes (1747) de descrições de viagens de seu amigo, o abade Prévost.


Seu filho, François Ambroise Didot (1730/1804) melhorou a técnica de fundição de tipos e foi o primeiro a utilizar papel pergaminho para impressão (1780).
Um irmão deste e também filho de François, foi Pierre François Didot (1732/93) que é lembrado por uma edição in-fólio da Imitatio Christi, de Tomás de Kempis (1788).
Um neto do fundador, Pierre Didot (1761/1853) imprimiu versões muito ornamentadas de obras clássicas de Horácio e Virgílio e de seu contemporâneo Racine, conhecidas como "Edições do Louvre".
Firmin Didot (1764/1836), irmão do anterior, inventou um sistema de impressão, ao qual chamou "estereotipia", traduziu vários poetas gregos e latinos e escreveu diversas obras. Além disso, imprimiu edições minúsculas de muitas obras clássicas, para as quais gravou um tipo de tamanho muito reduzido.
FONTE DO TEXTO:
LITTON
FONTES DAS IMAGENS:

sábado, 10 de maio de 2008

IMPRESSORES NOTÁVEIS - VII

JOHN BASKERVILLE
(Worcestershire,1706-Birmingham,Warwickshire,1775)

Aos 50 anos de idade se dedicou a um novo passatempo, que o faria famoso: a tipografia. Sua intenção era produzir alguns livros que se tornassem, tanto possível, perfeitos. Aperfeiçou-se, primeiro, no desenho e fundição de tipos e, em seguida, dedicou-se à manufatura do papel e da tinta aperfeiçoando métodos, cujos princípios continuam vigentes até hoje. A esses preparativos dedicou sete anos, que precederam a impressão de seu primeiro livro, uma edição do poeta latino Virgílio, recebida calorosamente em todas as partes do mundo, o que lhe deu grande prestígio como impressor. Seu grande livro foi uma versão de O Paraíso Perdido, de Milton, em cujo prefácio Baskerville expressava seu desejo de produzir, apenas livros, de "mérito intrínseco", os quais "o público gostaria de ver elegantemente vestidos". Seu magnus opus foi uma Bíblia in-fólio, que imprimiu sob os auspícios da Universidade de Cambridge, obra qualificada como "um dos livros mais belos do mundo".
Baskerville imprimiu apenas 67 livros, quantidade relativamente pequena, mas já foi dito que ele se interessava unicamente pela qualidade. Embora seus livros fossem caros e só pudessem ser adquiridos pelos colecionadores de recursos, ele os vendia abaixo do custo, por um preço que não chegava a cobrir os gastos que sua impressão lhe exigia.

A maioria dos livros de Baskerville eram entregues em brochura, aos compradores, deixando ao dono a oportunidade de escolher o estilo de encadernação que mais lhe agradasse.
As obras desse impressor são notáveis pela simplicidade de sua tipografia, uma vez que não utilizou quase nenhuma ornamentação, conseguindo seus belos efeitos mediante a utilização racional dos espaços, a distribuição simétrica da matéria na página e a nitidez e a perfeição da própria impressão.

Os caracteres que utilizava, de excelente feitura artesanal e mecânica, constituíam, além disso, uma verdadeira inovação no desenho de tipos. Montou uma pequena oficina em sua casa, que se poderia praticamente, classificar como de um amador, e nela realizava todas as etapas do trabalho, dedicando a cada um dos seus aspectos o mesmo extraordinário cuidado. Sua habilidade e dedicação permitiram-lhe produzier, em sua pequena prensa manual, verdadeiros tesouros da tipografia, que são hoje apreciados, em todo o mundo, por aqueles que prezam os belos livros.

Fontes do texto:

LITTON

FONTE DA IMAGEM:

http://www.birmingham.gov.uk/Media?MEDIA_ID=197321
IMPRESSORES NOTÁVEIS - VI


WILLIAM CASLON (1692-1766)
iniciou sua carreira em Londres, como gravador de armas de fogo; em seguida, dedicou-se à encadernação e, posteriormente, à fundição de tipos, abastecendo os principais impressores de seu tempo. Em 1720, Caslon desenhou e fundiu os tipos para uma edição árabe do Novo Testamento. Seu filho e seus netos seguiram o mesmo ofício, como o fizeram Estienne e os Didot.

Em 1763, Caslon publicou um livro com mostruário de tipos por ele desenhados e fundidos, o que justificava pela enorme aceitação de que gozava. Existe um lema, entre os tipógrafos, que diz: "Em caso de dúvida, utilize o tipo Caslon". Essa recomendação ilustra a grande receptividade de seus desenhos para todos os fins. A popularidade do tipo Caslon confirma-se pelo fato de nele ter sido impressa mais da metade dos livros premiados, há alguns anos atrás, pelo Instituto Norte-americano de Artes Gráficas.
FONTE DO TEXTO:
LITTON

FONTE DA IMAGEM:
http://www.gutenberg.org/files/20393/20393-h/images/49.jpg
http://www.nicksherman.com/degreeproject/images/caslonSpecimen.jpg
IMPRESSORES NOTÁVEIS - V


CHRISTOPHE PLANTIN

(Saint Avertin, perto de Tours, 1514 - Antuérpia, 1589) - Célebre impressor nascido em Saint-Avertin, próximo de Tours (França). Com aproximadamente 35 anos decide estabelecer-se em Antuérpia, em 1549, onde um acidente o fez renunciar ao mister de encadernador, que trocou pelo de impressor. Esta atividade, permitiu-lhe alcançar uma notável fama através da publicação de missais e livros de música. Publicou obras de considerável mérito, entre as quais uma Bíblia em latim, outros textos em grego e latim e um dicion[ário poliglota. Encomendou tipos aos melhores fundidores da Europa e, em 1567, publicou um livro de mostruário de tipos, que dá uma idéia da envergadura de seu negócio. Mas a sua obra mais importante, e que o consagrou definitivamente, foi a famosa "Bíblia Régia", encomendada por Felipe II de Espanha, que começou a ser impressa em 1568 e que terminou em 1572. Desta edição, em oito volumes e cinco línguas (grego, latim, hereu, caldeu e sírio), Plantin imprimiu 120 exemplares, dos quais 12 em pergaminho que foram entregues ao Rei. Em 1570, já Filipe II, a que se seguiu o rei de Portugal, lhe havia outorgado o título de arquitipógrafo real e as autoridades eclesiásticas desse país encarregaram-no da impressão de muitos livros litúrgicos.

Sua obra-prima foi uma Bíblia poliglota, cujo texto está distribuído em colunas paralelas em latim, grego, hebraico e caldeu. A publicação dessa obra, tão monumental, demorou vários anos, até que foi realizada uma substituição de Papa, porque o rei da Espanha não queria que ela fossa publicada sem a autorizaçaõ da Santa Fé e o pontífice anterior se opunha a isso. Depois de outros atrasos, ocasionados pela Inquisição, esta Bíblia foi publicada em 1580.

Em 1570, Plantin construiu o edifício definitivo onde instalou a sua oficina tipográfica, a que deu o nome de "Compás de Oro", porque tal era a representação do seu escudo e armas. Nesta oficina, continuaram a trabalhar os seus sucessores, nomeadamente o seu genro Moretus. O seu neto, Baltazar Moretus, foi um destacado tipógrafo tendo trabalhado com o pintor Rubens que gravou muitas estampas para os seus livros.

A oficina Plantin-Moretus existiu até ao ano de 1867, altura em que foi vendida por Eduardo Moretus ao município de Antuérpia. Aí foi instalado o famoso Museu Plantin-Moretus, talvez o mais completo museu gráfico do mundo.



FONTES DO TEXTO:

LITTON

DA IMAGEM

sábado, 3 de maio de 2008

IMPRESSORES NOTÁVEIS - IV


CLAUDE GARAMOND (1480-1561)





Garamond, mestre francês do desenho de tipos, nasceu na cidade de Paris. Começou a aprender o oficio sobre a tutoria de Antoine Augereau e de Simon de Colines no ano de 1510. En 1520 continuou sua aprendizagem sob a direção de Geoffroy Tory. Criou diversos tipos de caracteres - romano, cursivo e os famosos tipos gregos chamados Grecs du Roi - que foram utilizados na impressão e serviram de modelo a outros desenhistas durante séculos.
Garamond teve seus tipos usados e imitados na itália, França, Holanda, Alemanha e Inglaterra; costuma-se afirmar que foi ele, que com seus belos caracteres romanos e cursivos, inflingiu o golpe de misericórdia nas letras negras e góticas.

FONTES DAS IMAGENS E DO TEXTO:
LITTON
IMPRESSORES NOTÁVEIS - III

ESTIENNE

Esta família de impressores franceses é mais conhecida pela forma latinizada de seu nome Stephanus. Henrique Estienne (ou Henricus Stephanus), fundador da dinastia, iniciou-se na impressão em 1502 e apenas nos oito anos que viveu desde então, publicou mais de 100 edições, entre as quais figuram muitas obras de singular beleza. O seu trabalho incluía obras académicas e bíblicas para a Universidade de Paris, especialmente para a sua faculdade de Teologia, a Sorbonne. Com sua morte, em 1510, a viúva de Estienne casou-se com o principal empregado da firma, Simon de Colines, o qual teve a seu cargo a oficina, até que o primogênito do fundador pôde assumir a responsabilidade de dirigi-la.
Robert Estienne (Paris, 1503 – Genebra, 7 de Setembro de 1559), também conhecido pelo nome latinizado Roberto Estéfano ou Stephanus.


Seguiu a profissão do seu pai e do padrasto, o ofício da impressão. Pouco se sabe sobre o seu grau de escolaridade, no entanto, desde cedo na vida, ele aprendeu o latim, e também aprendeu o grego e o hebraico. Em 1526, quando passou a gerir a prensa que pertencia ao seu pai, Robert já era reconhecido como um erudito de elevado nível linguístico. Embora publicasse edições críticas da literatura latina e de outras obras eruditas, o seu grande interesse dirigia-se para a impressão da Bíblia. Robert Estienne tomou como objetivo pessoal restabelecer o mais possível o texto original da Bíblia Vulgata latina de Jerónimo de Strídon, traduzida no Século V. Imprimiu muitas edições da Bíblia em latim, grego e hebraico. Ficou especialmente conhecido por ter sido o primeiro a imprimir a Bíblia com a inclusão de capítulos e versículos numerados.

Estienne introduziu também muitas outras particularidades bastante inovadoras para o Século XVI. Ele fez distinção entre os chamados livros apócrifos e os considerados canónicos. Colocou o livro de Actos dos Apóstolos depois dos Evangelhos e antes das cartas do Apóstolo Paulo. No alto de cada página incluiu algumas palavras-chave para ajudar o leitor a localizar passagens específicas. Este foi o mais antigo exemplo do que hoje se chama títulos corridos. Em vez de usar os caracteres góticos, complexos, originários da Alemanha, Estienne foi um dos primeiros a imprimir a Bíblia inteira em fontes romanas, mais finas de mais fácil leitura, hoje de uso comum. Ele forneceu também muitas remissões recíprocas e notas filológicas para ajudar a esclarecer certas passagens bíblicas.

Muitos nobres e prelados apreciavam a Bíblia de Estienne, porque era melhor do que qualquer outra edição impressa da Vulgata. Em matéria de beleza e utilidade, a sua edição tornou-se padrão e foi rapidamente imitada por toda a Europa.

A inovadora engenhosidade e a habilidade linguística de Estienne não deixaram de ser notadas por Francisco I, Rei de França. Estienne recebeu o honroso título de Typographus regius, ou seja, "Tipógrafo Real", permitindo-lhe traduzir e imprimir obras em latim, hebraico e grego. Nessas funções, Estienne produziu algumas das que até hoje são consideradas verdadeiras obras primas da tipografia francesa. Em 1539, começou a produzir a primeira Bíblia hebraica completa impressa na França. Em 1540, introduziu ilustrações na sua Bíblia em latim. Mas, em vez das usuais apresentações fantasiosas de eventos bíblicos, comuns na Idade Média, Estienne forneceu gravuras instrutivas, baseadas em evidência arqueológica, ou em medidas e descrições encontradas no próprio texto bíblico. Estas gravuras xilográficas retratavam em pormenores assuntos tais como a Arca da Aliança, o vestuário do Sumo Sacerdote de Israel, o Tabernáculo e o Templo de Salomão.
Três dos filhos de Robert Estienne, Henry, Robert e François, tornaram-se tipógrafos ou impressores famosos. François, o terceiro filho, nascido em 1540 possuía a sua própria tipografia em Genebra, entre 1562 e1582, imprimindo numerosas edições da Bíblia em Latim e Francês, bem como algumas obras de Calvino. Alguns escritores franceses identificam-no com um tipógrafo de apelido Estienne, existente na Normandia para onde François alegadamente emigrou em 1582.

Robert, o segundo filho (1530–1570), começou o seu trabalho em Paris, por sua própria conta em 1556, e em 1563, tal como havia acontecido com o seu pai, recebeu o título de Typographus regius ou Tipógrafo Real. Envolveu-se especialmente na impressão de obras civis, não religiosas. Manteve-se fiel à Igreja Católica, recebendo assim o apoio de Carlos IX, conseguindo assim, por volta de 1563, restabelecer a tipografia do seu pai em Paris. A reimpressão que efectuou do Novo Testamento editado anteriormente pelo seu pai, similar em qualidade e elegância, é agora extremamente rara e valiosa.
Seu irmão, Charles Estienne (1504-64) era médico e docteur-regent da Faculdade de Medicina da Universidade de Paris. Escreveu várias obras sobre sua especialidade, que foram publicadas por seu irmaão. Assumiu a direção da imprensa, quando Robert se transferiu para a Suíça. Seus descendentes continuaram a atividade tipográfica até fins do século XVII.
FONTES DO TEXTO E DA IMAGEM:
LITTON:

IMPRESSORES NOTÁVEIS - II

Aldus Pius Manutius ou Aldo Manucio (1449/50 - 6 de feveriro de 1515), humanista e impresor italiano, fundador da Imprenta Aldina. Seu nome em italiano era Teobaldo Mannucci, porém é mais conhecido pela forma latina de seu nome, Aldus Manutius, adaptada para o espanhol como Aldo Manucio.

Foi um dos maiores impressores italianos de todos os tempos. Utilizou uma oficina que havia pertencido a Jenson e sua atividade, na impressão, caracteriza-se pelas múltiplas contribuições bibliográficas que realizou, entre elas:

a) criou novos tipos. Um deles foram os caracteres inclinados ou "itálicos", inspirada na escrita inclinada dos monges. Ocupa menos espaço no papel do que os caracteres usuais;

b) introduziu a utilização de tipos ornamentais;

c) reduziu o formato dos livros.

Os antigos livros eram grandes e muito pesados. Aldo teve a idéia de dobrar as grandes folhas de papel em 8, o que cria 16 páginas impressas, e o denomina octavo. Por isso o livro resultante era 8 vezes menor!

A redução do peso e do tamanho dos livros determinou que um amplo público tivesse acesso aos livros. Assim, a longa série de edições "comprimidas" de obras clássicas latinas era de formato "de bolso" e de preço acessível; foi muito imitada, sinal seguro do êxito que obteve a idéia original; e

d) utilizou ouro na impressão e decoração das encadernações.

A sua família continuou sua atividade até fins do século XVI.

FONTES DO TEXTO E DA IMAGEM:

LITTON

http://www.visit-venice-italy.com/history-printing-venice-italy.htm

http://es.wikipedia.org/wiki/Aldus_Manutius

http://es.wikipedia.org/wiki/Bastardilla

http://farm1.static.flickr.com/74/160029780_81ef7c64cf.jpg?v=0

IMPRESSORES NOTÁVEIS - I

Uma comparação dos incunábulos com os exemplos mais representativos da tipografia de hoje revela, à primeira vista, a evolução de muitas normas, durante os 500 anos do livro impresso. O progresso, no sentido de maior simplicidade e beleza, deve-se ao constante trabalho de alguns tipógrafos e editores. A evolução da tipografia não foi acidental; seu desenvolvimento é obra de uns poucos impressores de grande estatura em sua arte, que merecem especial menção:

JENSON.
Seu nome é também escrito como Nicolas Janson, Nicholas Jenson, ou Nicolaus Jenson.

Nicolaus Jenson (Sommevoire, Francia, 1420? – 1480) gravador francês e tipógrafo que desenvolveu a maior parte de seu trabalho na cidade de Veneza. O primeiro grande desenhista de tipos (considerado por alguns especialistas como o maior de toda a história da tipografia). Sua fama advém, sobretudo, da beleza dos tipos redondos que desenhou e usou, em sua oficina veneziana, em várias edições. Estas letras, chamadas "romanas", tomaram esse nome da cidade onde foram fundidas.

Jenson é conhecido por haver sido o criador da primeira tipografia romana para impressão, que serviu de inspiração e foi imitada por mestres impressores como Claude Garamond e Aldus Manutius. Produziu, em Veneza, uma série de edições com data de 1470; as primeiras, eram obras clássicas, mas, depois, sua produção foi diversificada. As 98 obras que publicou abarcavam uma grande parte da atividade intelectual de seu tempo, embora predominassem a teologia (29) e as obras clássicas (25). São obras-primas da tipografia que, durante séculos, foram admiradas e consultadas, como exemplos de beleza e simetria pelo desenho das letras.

Amostra das letras romanas de Nicolas Jenson, de uma edição de "Laertius", impresso em Veneza 1475.








FONTES DO TEXTO:
LITTON

FONTES DAS IMAGENS:

sexta-feira, 11 de abril de 2008












A ARTE DA TIPOGRAFIA

Definição:


A palavra tipografia é de origem grega; deriva-se, etimologicamente, de typos, tipo e graphein, escrever.

Tipografia é, de certo modo, sinônimo de imprensa; por essa palavra se designa a arte de ordenar e dispor os tipos, ou caracteres de imprensa, para imprimir páginas.

A tipografia é algo mais que uma técnica ou ofício; compreende toda uma gama de conceitos, tradições e costumes artísticos relacionados com a impressão. O impressor está entrosado com a tradição artística e mecânica de sua confraria, mas necessita, também, de ampla cultura geral, pois sua missão é interpretar, inteligentemente, as idéias de cada autor, refletindo, com fidelidade o espírito da mensagem do escritor.

O bom tipógrafo como todo artista, atenta para vários conceitos de estética, simetria e bom gosto, orientado sempre pelo bom senso. O bom impressor procura não distrair o leitor do texto, pois o objetivo que a tipografia procura alcançar é a utilidade e não a ornamentação.

FONTE DO TEXTO:
LITTON

FONTES DAS IMAGENS:

http://galerias.escritacomluz.com/joanasaramago/tipografia/tipografia_5_copy
http://galerias.escritacomluz.com/joanasaramago/tipografia/tipografia_6_copy

sábado, 8 de março de 2008

GUTENBERG E SUA PRENSA

Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg (cerca da década de 1390 - 3 de Fevereiro de 1468), inventor alemão que se tornou famoso pela sua contribuição para a tecnologia da impressão e tipografia. Inventou uma liga para os tipos de metal e tintas à base de óleo, além de uma prensa gráfica, inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas no fabrico do vinho. Tradicionalmente, crê-se que teria inventado os tipos móveis - que não foram mais, no entanto, que uma melhoria dos blocos de impressão já em uso, então, na Europa. Acredita-se que a imprensa foi uma das maiores invenções da humanidade.

Gutenberg é considerado o inventor dos tipos móveis de chumbo fundido, mais duradouros e resistentes do que os fabricados em madeira, e portanto reutilizavéis que conferiram uma enorme versatilidade ao processo de elaboração de livros e outros trabalhos impressos e permitiram a sua massificação.

As imprensas na Idade Média eram simples tabelas gordas e pesadas ou blocos de pedra que se apoiavam sobre a matriz de impressão já entintada para transferir sua imagem ao pergaminho ou papel.
A imprensa de Gutenberg é uma adaptação daquelas usadas para espremer o suco das uvas na fabricação do vinho, com as quais Gutenberg estava familiarizado, pois Mogúncia, onde nasceu e viveu, está no vale do Reno, uma região vinícola desde a época dos romanos.

O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia, processo que iniciou cerca de 1450 e que terá terminado cinco anos depois em março de 1455.
Gutenberg produziu a Bíblia de 42 linhas em três anos de intenso trabalho provando ser um engenheiro habilidoso, além de possuir grande senso estético. No final do século XV havia na Europa germânica mais de 20 casas impressoras que publicavam milhares de livros gravados em madeira. A primeira Bíblia foi diagramada com 42 linhas e duas colunas de texto para economizar espaço e papel, daí seu nome. Sua aparência copiava os textos manuscritos com inserções de capitulares trabalhadas em cores.

Imagens de homenagem a Gutenberg:
==> Gutenberg Memorial na Praça Gutenberg - Mainz, Alemanha.
==> Escultura homenageando Gutenberg como o inventor da imprensa moderna por ocasião da Copa do Mundo de Futebol de 2006 na Alemanha.

fontes do texto:

fontes das imagens: